O abuso e dependência de substância psicoativas no Brasil é um grave problema de saúde pública que atinge, de forma direta e indireta, mais de 50% da população brasileira. Estudos populacionais realizados pelo CEBRID- Secretaria Nacional Anti-Drogas, em 2005, mostram que 12,3% da polulação apresenta dependência de álcool e ao somarmos a outras drogas teremos cerca de 15% de dependentes de drogas, exceto o tabaco. Como estas pessoas tem na sua relação mais próxima pelo menos duas ou três pessoas (codependentes), que são profundamente afetadas pelas consequências desta doença, teremos mais de 50% da população (é) atingida pela dependênica química.
Esta questão faz parte do nosso cotidiano. Cada vez mais, o problema do uso e abuso de drogas permeia nosso meio. Gerações após gerações parecem sucumbir sem forças diante do poderio dos tóxicos, e de tudo o que os rodeia, como o tráfico, a violência, as perdas financeiras e o pior, os danos severos à saúde.
Diante deste quadro desolador é nosso dever reagir, mas de maneira ordenada, eficiente, com estratégias claras e objetivas, uma vez que o problema é complexo, na mesma medida em que se mostra aterrador.
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As drogas mais usadas no Brasil |
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| 1 - Álcool | 74,6% |
| 2 - Tabaco | 44,0% |
| 3 - Maconha | 8,8% |
| 4 - Solventes | 6,1% |
| 5 - Benzodiazepínicos | 5,6% |
| 6 - Orixígenos | 4,1% |
| 7 - Estimulantes | 3,2% |
| 8 - Cocaína | 2,9% |
| 9 - Xarope (codeína) | 1,9% |
Cerca de 208 milhões de pessoas (4,9% da populacao mundial) usaram drogas ao menos uma vez nos últimos 12 meses, e 26 milhões – 0,6% da população- são dependentes.
Fonte: CEBRID- II levantamento domiciliar sobre o uso de drogas População de 12 a 65 anos de idade – 2005.
Definição de droga OMS:
Para a Organização Mundial de Saúde – OMS – DROGA é qualquer substância natural ou sintética que, ao ser fumada, inalada, ingerida ou injetada, provoca alterações psíquicas, sentidas como agradáveis numa primeira fase, mas que cria dependência, tornando as pessoas incapazes de viverem normalmente e integradas na sociedade.
Diferença entre Uso, Abuso e Dependência
Para que possamos falar em tratamento precisamos deixar bem claro a diferença entre Uso, Abuso e Dependência, em que pese o fato de não existir uma fronteira clara entre esses conceitos.
Poderíamos definir “uso” como qualquer consumo de substância, seja para experimentar, seja esporádico ou episódico; “abuso” ou “uso nocivo” como o consumo de substâncias já associado a algum tipo de prejuízo (biológico psicológico ou social); e por fim, “dependência” como o consumo sem controle, geralmente associado a problemas sérios para o usuário. Isso nos dá uma idéia de continuidade, como evolução progressiva entre esses níveis de consumo: os indivíduos passariam, inicialmente, por uma fase de uso, alguns deles evoluiriam posteriormente para o estágio de abuso e, finalmente alguns destes últimos tornar-se-iam dependentes químicos.
A Figura 1 mostra estas duas dimensões. No eixo horizontal temos a dimensão da “dependência”, entendida como um fenômeno que pode ser caracterizado em tantos graus quantos se queiram, conforme necessidades clínicas, terapêuticas ou de pesquisa. No eixo vertical, está representada a ampla variedade de problemas associados ao uso de drogas, incluindo os de natureza física, psicológica, familiar e social, que também pode ser categorizada em diversos graus. A sobreposição dos dois eixos forma quatro quadrantes: A, B, C e D.







