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Drogas
A COMPLEXA QUESTÃO DAS DROGAS
É parte de nosso cotidiano, cada vez mais, o problema do abuso de drogas. Gerações após gerações parecem sucumbir sem forças diante do poderio dos tóxicos, e de tudo o que os rodeia, como o tráfico, a violência, as perdas financeiras e o pior, os danos severos à saúde.
Diante deste quadro desolador é nosso dever reagir, mas de maneira ordenada, eficiente, com estratégias claras e objetivas, uma vez que o problema é complexo, na mesma medida em que se mostra aterrador.
Dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma contínua (sempre) ou periódica (freqüentemente) para obter prazer. Alguns indivíduos podem também fazer uso constante de uma droga para aliviar tensões, ansiedades, medos, sensações físicas desagradáveis, etc. O dependente caracteriza-se por não conseguir controlar o consumo de drogas, agindo de forma impulsiva e repetitiva.
Critérios
A OMS considera ainda que o abuso de drogas não pode ser definido apenas em função da quantidade e freqüência de uso. Por isso após muito estudo e pesquisa temos descritos o critério para Uso nocivo e Dependencia quimica
Critérios do DSM-IV para Uso Nocivo de Substâncias
A. Padrão de uso disfuncional de uma substância, levada a um comportamento ou desconforto clinicamente significativo, manifestado por um ou mais dos seguintes sintomas:
1. Uso constante da substância, resultando no fracasso em cumprir obrigações no trabalho na escola ou em casa.
2. Uso constante da substância em situações fisicamente comprometedoras
3. Problemas legais constantes relacionados com o uso da substância.
4. Uso contínuo da substância, apesar de ter um problema social ou interpessoal persistente ou constante, ou que seria exacerbado pelos efeitos da substância.
B. Nunca preencher os critérios para dependência desta substância.
Critérios do DSM-IV para Dependência de Substâncias
Um padrão de uso disfuncional de uma substância, levando a um comprometimento ou desconforto clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes sintomas, o correndo durante qualquer tempo, num período de 12 meses:
1. Tolerância, definida por um dos seguintes critérios:
a) Necessidade de quantidades nitidamente aumentadas de substâncias para atingir intoxicação ou o efeito desejado.
b) Efeito nitidamente diminuído com o uso contínuo da mesma quantidade da substância.
2. Abstinência, manifestada por um dos seguintes critérios:
a) Síndrome de abstinência característica da substância.
b) A mesma substância (ou outra bastante parecida) é usada para aliviar ou evitar sintomas de abstinência.
3. A substância é freqüentemente usada em grandes quantidades, ou por período maior do que o intencionado.
4. Um desejo persistente ou esforço sem sucesso de diminuir ou controlar a ingestão da substância.
5. Grandes períodos de tempo utilizados em atividades necessárias para obter a substância, usá-la ou recuperar-se de seus efeitos
6. Reduzir ou abandonar atividades sociais, recreacionais ou ocupacionais por causa do uso da substância.
7. Uso continuado da substância, apesar do conhecimento de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tenha sido causado ou exacerbado pela substância.
Critérios da CID-10 para Uso Nocivo de Substâncias
O diagnóstico requer que um dano real tenha sido causado à saúde física e mental do usuário.
Padrões nocivos de uso são freqüentemente criticados por outras pessoas e estão associados a conseqüências sociais adversas de vários tipos.
Uso nocivo não deve ser diagnosticado se a síndrome de dependência, um distúrbio psicótico ou outra forma específica de distúrbio relacionado com o álcool ou drogas estiver presente.
Critérios da CID-10 para Dependência de Substâncias
O diagnóstico de dependência deve ser feito se três ou mais dos seguintes critérios são experienciados ou manifestados durante o ano anterior:
1. Um desejo forte ou senso de compulsão para consumir a substância.
2. Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de início, término ou níveis de consumo.
3. Estado de abstinência fisiológica, quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado por: síndrome de abstinência característica para a substância, ou o uso da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar os sintomas de abstinência.
4. Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses baixas.
5. Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa: aumento da quantidade de tempo necessária para obter ou tomar a substância ou recuperar-se de seus efeitos.
6. Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de conseqüências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humor depressivos conseqüentes a períodos de consumo excessivo da substância, ou comprometimento do funcionamento cognitivo relacionado com a droga: deve-se procurar determinar se o usuário estava realmente consciente da natureza e extensão do dano.
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As drogas atuam no cérebro afetando a atividade mental, sendo por essa razão denominada psicoativas. Basicamente, elas são de três tipos:
• drogas que diminuem a atividade mental – também chamadas de depressoras. Afetam o cérebro, fazendo com que funcione de forma mais lenta. Essas drogas diminuem a atenção, a concentração, a tensão emocional e a capacidade intelectual.
Exemplos: ansiolíticos (tranqüilizantes), álcool, inalantes (cola), narcóticos (morfina, heroína)
• drogas que aumentam a atividade mental – são chamadas de estimulantes. Afetam o cérebro, fazendo com que funcione de forma mais acelerada.
Exemplos: cafeína, tabaco, anfetamina, cocaína, crack
• drogas que alteram a percepção – são chamadas de substâncias alucinógenas e provocam distúrbios no funcionamento do cérebro, fazendo com que ele passe a trabalhar de forma desordenada.
As substâncias psicoativas com potencial de abuso são alvo da preocupação da sociedade brasileira, devido ao aumento considerável do consumo das mesmas nas últimas duas décadas, tornando-se cada vez mais precoce entre adolescentes e mesmo crianças.
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